NÃO É O FIM DO MUNDO

Editorial Presença, 1996

No rescaldo de uma relação que azedou, Patrícia deixa o marido e, com a filha de ambos, regressa à casa onde cresceu. Para ela, lar representa o prédio de quatro andares, propriedade da avó Nini, que o dividiu em quatro apartamentos independentes pensando ser esta a melhor maneira de manter os seus três filhos (entretanto adultos) sob controle. Mantendo o último andar para si mesma, governa e manipula todos até ao dia da sua morte.

De volta a este universo familiar, Patrícia é invadida por memórias, emoções e reflexões ao mesmo tempo que tenta decidir o que fazer com a sua vida.

Situado na segunda metade do século passado, numa época em que Portugal se encontrava dividido em “antes e depois da revolução”, a narrativa decorre entre o passado e o presente.

“A leveza que atravessa o corpo e a forma da narração acaba por lhe conferir uma particular melancolia que a torna algo mais do que uma simples história que se lê depressa.” Inês Pedrosa, Jornal Expresso 24.09.96

“Escrito com enorme fluidez, simplicidade e muito humor, este romance põe em evidência o complicado microcosmos das relações familiares.” Helena Vasconcelos, Jornal Público 20.07.96

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