AVES DO PARAÍSO

Edições Asa, 1997

Laurinda, uma perturbada e perturbadora mulher-a-dias, torna-se o elo de ligação entre um grupo de pessoas tão diferentes como uma boa dona de casa e mãe carinhosa, péssima cozinheira e propensa a crises de ansiedade e tédio; um sofisticado homossexual com uma veia para a poesia que procura ansiosamente o companheiro perfeito; uma solitária oleira suiça em busca de um novo parceiro; uma balzaquiana de meia-idade apavorada com com a perspectiva de envelhecer e o seu viciado e apático jovem amante.

Embora não se conheçam, estão a par das alegrias e tristezas domésticas uns dos outros através das contundentes observações e comentários argutos da mulher-a-dias.

Laurinda acredita na vida depois da morte e afirma-se capaz de pressentir espíritos e fantasmas; almas penadas que assombram os vivos com um objectivo. Para ela, casas podem ser assombradas e objectos imbuídos de estranhos poderes, tal como a cópia do quadro de Courbet, “A Vidente”, pendurado na sala da sua patroa suíça. No seu mundo extraordinário, Deus e o Diabo controlam tudo o que existe e a hierarquia de anjos, demónios, bons e maus espíritos, espíritas e bruxas são tão reais como as pessoas cujas casas limpa.

 

“‘Aves do Paraíso’ é um romance de emoções e de sensibilidades, cuja trama se desenrola com uma invulgar maturidade, pondo em confronto personagens de diferentes meios e de diversas culturas. Vale a pena comprar e estar atento à evolução desta escritora.” H.S.C., Política Mesmo, Janeiro, 98

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