Delito Sem Corpo
Thomas Sträter | Neue Zürcher Zeitung | 14.11.02
“(…) Na sua história contada de um modo confiante e lacónico, Ana Nobre de Gusmão lança um olhar irónico sobre a perspectiva persistentemente tradicional que a sua geração tem sobre as relações nos anos 90. No episódio em que Berta visita a sua amiga no mundo WASP (White, Anglo-Saxon Protestant) da Nova Inglaterra, a autora conseguiu uma obra-prima de ‘prosa miniatura’. (…)”
Barbara Pikullik | Kölner Stadt-Anzeiger | 08.11.02
“(…) Um policial brilhante [que] mantém o leitor preso numa teia de medo e de vingança. (…)”

Não é o Fim do Mundo

Patrícia David

“Este segundo romance de ANG (…) vem confirmá-la como uma aposta ganha na literatura portuguesa da actualidade. (…)

Com uma grande capacidade de tornar simples a leitura de um tema complexo, ANG exprime emoções com uma sensibilidade surpreendente, o que faz com que o leitor sinta que também está a viver cada uma das situações.”

Inês Pedrosa | Expresso | 24.09.96
“(…) Escrevendo sempre na primeira pessoa, ANG dá-nos a ver os sentimentos como uma caixa de peças de Lego em permanente e simultânea construção e derrocada. (…)
A leveza que atravessa o corpo e a forma da narração acaba por lhe conferir uma particular melancolia que a torna algo mais do que uma simples história que se lê depressa.
Lê-se depressa, antes de mais, porque é feita de diálogos ágeis, de personagens bem desenhados (sobretudo os mais velhos), e da eficiente montagem de cada plano, com recurso frequente ao ‘flashback’ como forma de criar ‘suspense’ e desvendar pequenos segredos. (…)
Não é o Fim do Mundo, é apenas um retrato da espuma dos dias, num romance que se lê do princípio ao fim com claro prazer.”
Helena Vasconcelos | Público | 20.07.96
“(…) Escrito com enorme fluidez, simplicidade e muito humor, este romance põe em evidência o complicado microcosmos das relações familiares (…)”
Aves do Paraíso
Rolf Vollmann | Die Zeit | 18.11.05
“Este livro escrito de um modo muito divertido e inteligente é assim como uma comédia social com pequenas aparições espirituais, com a diferença que enquanto na comédia clássica a perspectiva da(o) empregada(o) doméstica(o) também mostra pontualmente como tudo poderia ser visto e interpretado de um modo completamente diferente, aqui temos permanentemente essa visão diferente (…).
(…) este novo romance, depois de algumas horas de grande prazer, faz-me querer passar dias inteiros com esta literatura maravilhosa e desembaraçada; nem sequer é preciso saber qual é o seu desígnio, o facto de existir é suficiente.”
Frankfurter Allgemeine Zeitung | Feuilleton | 5.11.05
(…) Die Seherin é (…) um estudo sensível do livro de horrores do envelhecimento e do fosso entre gerações,  um fosso que se tem visivelmente alargado nos últimos anos.
(…) ANG consegue esboçar com vivacidade em poucas linhas o horizonte limitado de um tipo de pessoa que se está a tornar cada vez mais frequente nas ruas da Europa: exclusivamente interessados em si próprios, da vida apenas tiram o que lhes pode ser de uso imediato – o resto não vêem e não sabem e não querem saber.
(…) Nada disto é relatado num tom pesado, culturalmente pessimista e trágico. Pelo contrário, G cultiva um estilo jovial e bem-humorado, e cria uma boa tensão ao longo de grandes extensões do romance.”
Ana Valerius | Kritische Ausgabe | Zeitschrift für Germanistik & Literatur
“(…) Este romance é uma confrontação divertida entre crença folclórica e superstição e as vaidades dos citadinos contemporâneos. ANG é muito bem sucedida na interacção destas visões contrastantes do mundo.
(…) os diálogos de ANG são bem escritos e muito divertidos, e a sua visão dos personagens é afectuosamente sarcástica, e as suas observações muito precisas.
(…) esta viagem pelo omnipresente mundo paralelo dos espíritos e das superstições a que ANG nos convida é maravilhosamente divertida.”
Onda de Choque
Jorge Listopad | 22.09.99
“Ondulação. Ficção romanesca, fechada sobre si própria, como de propósito previsível, onde o discreto prazer da leitura corresponde a aprofundar o itinerário traçado. Falo de ‘Onda de Choque’ de ANG (…): uma história de amor feliz, mas de infelicidade em suma feliz, musical, feminina no mais nobre sentido da palavra. Tudo tocado a uma corda sem que o monocórdico empobreça o lado estético. Medido. A medida seria a sua verdadeira estatura? Ou apenas a nostalgia ‘lispectoriana’? (…)”
Urbano Tavares Rodrigues | 1999
“Eis um romance encantador. A fluência e a naturalidade da escrita (…) como que uma música persistente a sublinhar o lento progresso da acção, embalam-nos na leitura da mansa dor (…).
A história é muito habilmente narrada, com capítulos em que a enunciadora diz tu, de viva voz ou a pensar, e outras em que fala do resto do mundo.
Linda Santos Costa | Vida Mundial | 09.99
“(…) Onda de Choque (…) é, em si mesmo, uma instalação que anuncia, ou prepara, numa feliz utilização da técnica de mise en abîme, a instalação (em sentido moderno). (…)”
Helena Vasconcelos | Agenda Cultural | 09.99
“(…) Pode dizer-se que esta autora recupera a verdadeira função do romance que sempre teve,  à partida, não só a intenção de ‘divertir’, como também a de ‘informar’. (…)
Das Tripas Coração
Appio Sottomayor | A Capital | 5.10.2000
“(…) Deixa este romance uma sensação de maturidade por parte da autora. Trata-se de uma escritora que transmite a ideia de estar por dentro da Vida, captando-lhe os vários matizes e mostrando capacidade de os pintar em tons realistas. Ou seja: não se detém nem, muito menos, se compraz a descrever meras impressões, aquelas cenas – tão na moda – em que as personagens parecem deixar decorrer a acção como se esta lhes fosse exterior e entregam a inexplicados determinismos o seu futuro. Honestamente, apresenta uma obra que se diria feita ‘à antiga’ no melhor dos sentidos desta expressão: revelando um trabalho aplicado, sem preocupações de vedetismo (…).
ANG parece, na verdade, neste seu romance, decididamente apostada em acabar com a dicotomia em voga entre escrita ‘feminina’ e ‘masculina’. Enfrentou, por exemplo, o risco assumido de dar a narrativa e o principal a um homem – e tudo indica que ganhou. (…)”
Até Que a Vida Nos Separe
Appio Sottomayor | A Capital | 27.03.2002
“(…) Entre a mulher que nos deu há poucos anos Delito Sem Corpo e a que nos apresenta agora esta colectânea,  há forçosos pontos de contacto, não se perdeu a excelente pesquisadora dos meandros da mente humana, mas foi-se ganhando uma escritora madura, atenta (…).
Traçado como num conjunto de pinceladas impressionistas, este conjunto de narrativas curtas confirma, pois, uma escritora já senhora de si, observadora impenitente (porventura aqui e ali até um tanto cruel…) do mundo que a rodeia e é este – citadino, fechado no seu aparente cosmopolitismo, com arremedos de revolta e consequentes sufocações, ironicamente triste no passar dos dias ‘até que a vida nos separe’…”
Helena Vasconcelos | Público | 11.01.03
“(…) veio confirmar a sua segurança e desenvoltura num género que funciona quase sempre como uma ‘prova de fogo’ para qualquer romancista. (…)
Ancorada à sombra das correntes pós-modernistas que dominaram as últimas décadas, o discurso narrativo de ANG descola desta classificação e demonstra um vigor e uma energia – emocional, filosófica, social e política – que aproxima o leitor de uma visão ‘supramoderna’ (…)
O universo de ANG é suficientemente peculiar para suscitar curiosidade e até uma certa perplexidade. Em termos formais, a sua escrita é ágil, directa, rápida, incisiva e clara, demonstrando uma influência clara da literatura anglo-saxónica. G escreve para ser lida e compreendida e expurga dos seus textos qualquer réstia de ininteligibilidade e obscurantismo. (…)”
Máxima | 07.02.03
“(…) Um notável conjunto de contos sob o lema da paixão, em que não é raro um machismo encapotado continuar a minar terrenos pantanosos.”
Diário de Notícias | 25.02.02
“(…) Contos de paradoxais sentimentos humanos, tocados por uma subtil ironia.”
O Pintor
Maria João Cantinho | Os Meus Livros | 05.04
“(…) Na sua escrita fluida, construiu um romance que prende o leitor pela singularidade da história e personagens criadas. O elemento mais marcante é, sem dúvida, a componente humana, e a autora retrata as suas personagens com uma ternura e um humor bem queirosianos. Privilegiando o pequeno gesto, o olhar furtivo, a banalidade do quotidiano, desenha-as vibrantes e densas. (…)
Possuidora de uma grande capacidade de contar histórias, ANG deslumbra-nos com a sua agilidade e mestria, sobretudo nos diálogos, que nos aparecem com uma simplicidade despretensiosa (…).”
Alta Velocidad. Nueva Narrativa Portuguesa
Miguel Bayón | El País | 29.05.04
“(…) Tão inevitável como estimulante é constatar que a marca da obra de Lobo Antunes plana sobre boa parte destes relatos em que o humor e o alento poético funcionam como motores essenciais. No caso da lisboeta Ana Gusmão (…) uma das mais sólidas trajectórias da literatura portuguesa, esta combinação adquire um amargo tom de homenagem à grande novela europeia (…)”
Jordi Galves | La Vanguardia | 08.12.04
“(…)[Em]História da Minha Vida de Ana Gusmão (…) palpita uma história bem contada, de grande lirismo, grande criatividade, imprevisível desenlace . A sua rica voz literária está destinada a destacar-se.”