“(…) veio confirmar a sua segurança e desenvoltura num género que funciona quase sempre como uma ‘prova de fogo’ para qualquer romancista. (…)
Ancorada à sombra das correntes pós-modernistas que dominaram as últimas décadas, o discurso narrativo de ANG descola desta classificação e demonstra um vigor e uma energia – emocional, filosófica, social e política – que aproxima o leitor de uma visão ‘supramoderna’ (…)
O universo de ANG é suficientemente peculiar para suscitar curiosidade e até uma certa perplexidade. Em termos formais, a sua escrita é ágil, directa, rápida, incisiva e clara, demonstrando uma influência clara da literatura anglo-saxónica. G escreve para ser lida e compreendida e expurga dos seus textos qualquer réstia de ininteligibilidade e obscurantismo. (…)”